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moXo

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

moXo

02
Jul19

A afundar

moXo

Falei demasiado. Falei alto.

Fui impulsiva e deixei-me leva. Levei-me pelo mau estar, pela irritação, pelo cansaço.

Sinto-me a afundar. Com tanto por fazer, tanto a pensar, tanto a planear.

Estou aqui, estou além e não estou em lado nenhum.

Isto é só o meu trabalho. Não posso me envolver demais, revoltar-me, engolir...mas também sei que não devo falar. Quando aqui verbalizo o que sinto e penso perco a razão. A minha razão. O intuito perde-se. O que sinto é só meu e ninguém o vai entender da mesma forma.

Pensei que já tivesse aprendido.

Não quero voltar a sentir-me assim. Assoberbada, nervosa, irritada, agitada, brusca, impulsiva, dura nas palavras e nos gestos...a julgar e a apontar o dedo. Não o posso fazer. Quem sou eu para o fazer?

Não quero estar assim...não conseguir desligar, só pensar no que hoje fiz, no que amanhã há por fazer, no que os outros fazem ou não. Nos atos dos outros...Não quero esta angústia e ansiedade.

 

Quero Harmonia, Equilíbrio, Foco.

 

Gratidão,

moXo

260718

 

13
Jun19

Harmonia

moXo

Para estar em equilíbrio e em harmonia comigo mesma tenho que ter organização, limpeza, clareza em todos os aspectos da minha vida.

A clareza sinto ser necessária nos sentimentos, nas relações, na forma como falo, como me visto, na roupa que uso, na forma como trato das coisas, da casa, no ambiente ao meu redor, nas pessoas que me rodeiam.

Numa fase já passada da minha vida chegaram a rotular-me de doida por limpezas ou louca por organização. Sempre me senti ofendida e magoada com esses comentários.

Hoje admito que poderia ter sido mais equilibrada em alguns aspectos, talvez mais relaxada e tranquila. Mas também naquele momento não tinha vivido o que já vivi. Não estava tão desperta para o que sou.

Continuo a achar que onde reina a harmonia, leveza, clareza e limpeza tem todo o potencial para criar coisas boas e verdadeiras.

Ambiente são, mente limpa, espírito leve e claro.

Não sei viver na desorganização, seja emocional , laboral ou doméstica.

Preciso de estruturação e organização.

Assumo ser o que sou e nesta aceitação tudo fica mais natural e claro.

 

Gratidão,

moXo

130718

 

18
Fev19

Conhecimento & Desapego

moXo

Estive “longe” durante alguns dias do meu “estudo” ou… talvez não.

O que ao início sentia ser tão urgente hoje evoluiu, ganhou vida e dá-me alguma paz e espaço.

Talvez o estudo seja este mesmo. Não é somente saber significados, teorias, visões. É acima de tudo fazer o meu próprio percurso usando o que tenho aprendido e sinto que faz sentido.

 

A verdade é que ao estudar o chakra da coroa  há vários aspetos da minha vida que tomaram outra dimensão. Claro está que não foi na aula, no momento em que ouvi falar pela primeira vez das suas características. Mas sim, um crescente de tomada de consciência de vários pontos que me pareciam turvos e que ganharam outra clareza. Foi um caminho e não uma meta por si só.

 

Adquiri uma consciência maior da minha necessidade constante de conhecimento. De querer mais, saber mais. De me sentir a crescer e a evoluir. De precisar de acreditar mesmo naquilo que não vejo e nem sei se existe. Cresci e hoje tenho uma atitude mais desapegada perante questões e desafios que na prática nada importam e que na maior parte das vezes tomam dimensões desnecessárias.

Há muitas coisas que não fazem sentido. Mas este saber e aceitação é aprendizagem e seguir em frente e em consciência com este aspeto traz uma harmonia que antes me era impossível de sentir ou sequer aceitar.

 

Todos nós mudamos ao longo da vida. Hoje sou uma mulher totalmente diferente do que era há 10, 5 anos atrás. Aprendi, cresci, evolui. E isto é algo que não quero mais prescindir.

 

Gratidão,

moXo

 

030518

16
Jan19

AUM

moXo

AUM é o mantra do sétimo e último chakra que irei abordar. O silêncio é o som principal deste chakra, o da Coroa – Sahasrara.

 

Localizado no topo da cabeça, influencia e regula a glândula pineal e a produção de melanina, cérebro, sistema nervoso, córtex cerebral.

Dos 42 aos 49 anos de idade, aproximadamente, desenvolvemos um maior conhecimento ou confiança nos aspetos espirituais da humanidade e da força do Universo. Percebemos que somos um centro de conexão de energia, da nossa e a do universo, e que em conjunto levam-nos a uma sensação de plenitude, leveza e harmonia.

Como se uma luz interior se acendesse e permitisse que sejamos guiados de forma espontânea por algo espiritual e sábio. Entregamo-nos ao nosso eu superior e assim, experienciamos sensações de amor incondicional e destruímos por completo o poder da mente e das crenças limitadores que nos levam aos medos.

 

EU SOU

Afirmação que implica um autoconhecimento e desapego.

Para aqui chegar temos de ter trabalhado todos os outros níveis desde a base até à terceira visão. Todas as emoções, todos os bloqueios e karmas. Toda uma aprendizagem adquirida através da experiência pessoal e de uma longa caminhada de consciência e conhecimento em direção à mudança. Mudança com o ímpeto da verdade, de um propósito, mudando o significado da própria existência e do mundo ao redor. Não importa o tempo para se alcançar pois para aqui chegar há que ser paciente e o tempo divino é isso mesmo. Só assim se atinge a paz, amor e sabedoria.

 

Neste estádio adquire-se uma confiança em algo superior, ao pai céu, ao Divino, ao que não se vê mas sente-se, à energia do Universo. Conceitos como o do esoterismo e da espiritualidade entram na nossa vida como algo natural e como consequência por termos adquirido um equilíbrio e harmonia interior.

A vida e a morte são aceites e como sendo um complemento da outra.

O valor da nossa existência passa a ter outro sentido.

Ficamos atentos aos sinais, do corpo e da mente, e vamos ao encontro do equilíbrio de forma serena, sábia e intuitiva. Deixamo-nos conduzir e confiamos nas forças que mesmo sem serem vistas, sentem-se.

 

Quando este canal está em desarmonia as pessoas mostram-se alienadas do mundo e da sua essência. Pessoas que vivem numa incerteza e ausentes de sentido, o que as impede de usarem e desenvolverem as suas capacidades e até de simplesmente sentirem. Longe de qualquer tipo de espiritualidade e apegadas a tudo o que é material.

 

 

Confesso que quando no curso abordei este chakra senti tudo demasiado abstrato e a minha mente teve muita dificuldade em entender alguns conceitos.

Mais tarde realizei uma profunda análise da minha vida desde a nascença. Esmiucei os últimos anos. Analisei muitos pormenores. As emoções, as reações, as consequências. O que aprendi e o que ainda tendo consciência volto a repetir.

Claramente não atingi a plenitude que está inerente ao chakra da coroa. Não tenho o desprendimento, o desapego, a confiança, o conhecimento interior e exterior, a elevação espiritual, a paz absoluta. Mas fiz uma viagem ao interior de mim mesma. Vi-me como nunca o pensei fazer. Iniciei um processo que pode ser chamado de auto-cura mas da minha perspetiva, é mais de auto-análise e auto-conhecimento. Estou realmente atenta aos sintomas e não os ignoro. Ao analisá-los estou a resolvê-los. O meu corpo reflete o que a minha alma sente. E isto, só por si, vale por todos os cursos que possa fazer, por todo o estudo que possa levar a cabo, por todos os caminhos que possa iniciar.

 

Muito antes de iniciar este percurso transformador tive uma enorme necessidade em sentir algo superior a mim, em obter respostas ou que algo me mostrasse um caminho que não estava a conseguir encontrar. Recordo como numa consulta de psicanálise expus a minha total ausência de fé como causa para as questões existenciais que estava a passar. Nessa altura tive necessidade de acreditar, de ter fé, de sentir que algo era mais poderoso do que conhecia até então, de sentir mais do que o que via. Sem saber, já em 2016 tinha começado um novo caminho mas só durante este curso é que consegui que a minha mente desse “nomes” ao que, por não conhecer, afastava.

 

Libertar. Viver. Sentir. Confrontar. Verbalizar.

 

Gratidão,

moXo

 

280418

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