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moXo

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

moXo

05
Jul19

Ser o que vim cá para ser

moXo

Cheguei ao final do curso dos chakras.

Foi um caminho longo…foram mais de 9 meses.

Foi uma tomada crescente de consciência e conhecimento.

Neste dia de reflexão e avalidação do que ganhei, do que aprendi, o que mudou em mim neste percurso.

Renasci.

Sendo a mesma pessoa, sei que estou diferente. Cresci.

Sinto-me confortável e aceito-me. Sou muito mais do que um corpo. Sou muito mais do que um cérebro. Sou maior do que aquilo que a minha imagem mostra.

Deixei cair muros.

Construi pontes.

Há em mim um turbilhão de emoções, uma onda de energia.

Neste momento sinto que a minha empatia pelo outro, a minha compaixão desenvolveram-se. Mas mais dúvidas cresceram em mim.

 

Sinto que devo ajudar… Há algo em mim que me leva a querer partilhar. Ouvir. Fazer algo para além de mim mesma

Que propósito será este?

Ser o que vim cá para ser.

 

Serei eternamente grata a ti, Ana!

 

Gratidão,

moXo

290719

 

22
Fev19

Confiança no Universo

moXo

A mudança é própria do ser humano.

Quando avançamos de forma genuína e natural enchemo-nos de confiança, de força, de energia. Nem nos apercebemos de onde vem tanta energia mas confiamos e seguimos. Há como que uma certeza de que aquilo é o correto, de que seguimos uma verdade. Os nossos sentidos ficam apurados, a nossa intuição mais refinada, vemos tudo de forma mais clara.

 

Esta confiança no que está ao nosso redor, no Universo , dá-nos uma maior consciência de quem somos e do que fazemos. Confiança divina, no céu, no Infinito. Confiança no que não se vê mas sente-se. Trata-se de uma porta aberta com acesso ao mundo divino. Trata-se de uma caminhada que nos conduz ao amor e paz, a uma união a deus ou ao divino.

 

A consciência adquirida ao longo do caminho que tenho feito levou-me a uma mudança e confiança transformadoras. Ao longo do curso do chakras este sentimento foi sendo cada vez mais revelador. Consegui avaliar vários temas da minha vida. Ver como os meus pais, a sociedade, a vida, as expetativas me tornaram numa determinada pessoa e que essa pessoa definitivamente não sou eu. Confuso? Sim, mas é a verdade.

 

Este percurso levou-me a conhecer melhor quem tinha e tenho como referência, quem me influencia ou tenho como exemplo mesmo quando nem me apercebo dessa conexão. O nosso pai enquanto força e “super-herói”, o homem que foi e é, guerreiro, protetor, ausente, invisível… a nossa mãe com a sua sensibilidade, amor, nutrição, conforto… Hoje sei que agi e ainda ajo em espelho ou por oposição a estas influências, seja por excesso ou por falta.

 

Há como uma clareza naquilo que sou. Ser único. Há karmas que foram dissolvidos e outros ainda por trabalhar.

Há um sentimento de Fé que nasceu e me permite crescer e dá-me liberdade a confiar no Universo.

 

Sinto hoje que este conhecimento e confiança não poderiam ter surgido antes. Não estava preparada, não saberia como interpretar ou aceitar. E para quem nunca teve muita paciência este foi um caminho difícil.

Tudo tem o seu tempo e o seu devido curso. Ser paciente.

A terapeuta do curso afirmou uma vez: “a ferida que tens não é culpa tua, mas a cura é da tua responsabilidade”.

A minha luz, a minha aprendizagem, o meu conhecimento.

 

Gratidão,

moXo

 

070518

 

18
Fev19

Conhecimento & Desapego

moXo

Estive “longe” durante alguns dias do meu “estudo” ou… talvez não.

O que ao início sentia ser tão urgente hoje evoluiu, ganhou vida e dá-me alguma paz e espaço.

Talvez o estudo seja este mesmo. Não é somente saber significados, teorias, visões. É acima de tudo fazer o meu próprio percurso usando o que tenho aprendido e sinto que faz sentido.

 

A verdade é que ao estudar o chakra da coroa  há vários aspetos da minha vida que tomaram outra dimensão. Claro está que não foi na aula, no momento em que ouvi falar pela primeira vez das suas características. Mas sim, um crescente de tomada de consciência de vários pontos que me pareciam turvos e que ganharam outra clareza. Foi um caminho e não uma meta por si só.

 

Adquiri uma consciência maior da minha necessidade constante de conhecimento. De querer mais, saber mais. De me sentir a crescer e a evoluir. De precisar de acreditar mesmo naquilo que não vejo e nem sei se existe. Cresci e hoje tenho uma atitude mais desapegada perante questões e desafios que na prática nada importam e que na maior parte das vezes tomam dimensões desnecessárias.

Há muitas coisas que não fazem sentido. Mas este saber e aceitação é aprendizagem e seguir em frente e em consciência com este aspeto traz uma harmonia que antes me era impossível de sentir ou sequer aceitar.

 

Todos nós mudamos ao longo da vida. Hoje sou uma mulher totalmente diferente do que era há 10, 5 anos atrás. Aprendi, cresci, evolui. E isto é algo que não quero mais prescindir.

 

Gratidão,

moXo

 

030518

22
Jan19

Memórias vazias, histórias ausentes

moXo

Álbum cheio de fotografias mas vazio de memórias.

Não as tenho.

Da infância e adolescência pouco ou nada recordo. A maior parte da informação que guardei foi-me descrita, contada, passada por outra pessoa, outra perspetiva que não a minha. Memórias minhas não as tenho.

Bloqueio ou não. Acredito hoje que criei um muro de proteção.

 

Sempre vivi com este fato até que recentemente me interroguei. Porquê? Será normal?

Vontade de descobrir e de encontrar respostas para esta e outras dúvidas levou-me a este momento.

 

Sei que tudo o que vivi e no meio em que cresci me definiu e tornou-me esta pessoa. Sei que a falta de memórias surgiu dessa realidade, muitas vezes difícil e dolorosa. Sei que bloqueei memórias para que estas não me magoassem mais. Tive que criar distância para factos que não entendia mas que não tinha como os afastar ou mudar. Impotência.

 

Hoje escolho libertar. Pai e Mãe. Sou o resultado das suas escolhas e decisões. Decido parar com o poder das memórias vazias em mim. Assumo e avanço. Decido ainda que as histórias ausentes não têm assim tanta importância. Que o que importa é ter chegado aqui. É ter-me interrogado, tentado perceber, descobrir, aceitar o que nunca controlei. E com este conhecimento e aceitação usá-lo para libertar, crescer e avançar.

 

Gratidão,

moXo

 

280418 II

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