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moXo

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

moXo

20
Fev19

moXo

Numa das fases emocionalmente mais exigentes da minha vida, apercebi-me que não tinha qualquer religião, não me identificava com nenhuma crença em específico, com nenhuma entidade ou figura espiritual. Não tinha quaisquer crenças divinas ou superiores.

 

…cresce em mim a necessidade urgente de acreditar em algo.

Nunca fui de aceitar o que não via, não conhecia ou reconhecia como real, palpável, visível. Acho que posso dizer que não tinha qualquer tipo de .

Mas sentia cada vez mais uma enorme falta de apoio, de conforto, de sentir que há algo além de mim e do que conheço.

 

Os temas da vida e da morte estavam cada vez mais presentes mas sem qualquer sentido, justificação ou aparente propósito.

Sentia no peito um enorme vazio.

Partilhei esta sensação. Pedi opiniões. Expus-me.

 

Com o tempo tudo ficou menos emotivo, mais claro. As emoções foram atenuando mas nunca desapareceram por completo. E quando alguém próximo morre tudo é questionado e o que parecia resolvido reaparece e invade os pensamentos e o porquê da vida e da morte…Do caminho…Da meta…Da razão.

 

Ao longo deste curso a minha visão mudou. Comecei a acreditar, a sentir que faço parte de algo maior, completo e perfeito. Que tudo é possível e que se me senti perdida ou abandonada foi para depois me encontrar verdadeiramente.

Há algo além do que vejo. A verdade é o que sinto e para isso basta somente, libertar-me e permitir-me sentir e ser, só SER.

Este sentimento de coragem e força, de certeza e confiança, de perfeição e aceitação veio até mim quando realmente estava preparada para o sentir.

Não procurei, não fui obrigada, não me impuseram nada, ninguém me tentou influenciar.

Simplesmente aconteceu.

 

Gratidão,

moXo

 

050518

16
Jan19

AUM

moXo

AUM é o mantra do sétimo e último chakra que irei abordar. O silêncio é o som principal deste chakra, o da Coroa – Sahasrara.

 

Localizado no topo da cabeça, influencia e regula a glândula pineal e a produção de melanina, cérebro, sistema nervoso, córtex cerebral.

Dos 42 aos 49 anos de idade, aproximadamente, desenvolvemos um maior conhecimento ou confiança nos aspetos espirituais da humanidade e da força do Universo. Percebemos que somos um centro de conexão de energia, da nossa e a do universo, e que em conjunto levam-nos a uma sensação de plenitude, leveza e harmonia.

Como se uma luz interior se acendesse e permitisse que sejamos guiados de forma espontânea por algo espiritual e sábio. Entregamo-nos ao nosso eu superior e assim, experienciamos sensações de amor incondicional e destruímos por completo o poder da mente e das crenças limitadores que nos levam aos medos.

 

EU SOU

Afirmação que implica um autoconhecimento e desapego.

Para aqui chegar temos de ter trabalhado todos os outros níveis desde a base até à terceira visão. Todas as emoções, todos os bloqueios e karmas. Toda uma aprendizagem adquirida através da experiência pessoal e de uma longa caminhada de consciência e conhecimento em direção à mudança. Mudança com o ímpeto da verdade, de um propósito, mudando o significado da própria existência e do mundo ao redor. Não importa o tempo para se alcançar pois para aqui chegar há que ser paciente e o tempo divino é isso mesmo. Só assim se atinge a paz, amor e sabedoria.

 

Neste estádio adquire-se uma confiança em algo superior, ao pai céu, ao Divino, ao que não se vê mas sente-se, à energia do Universo. Conceitos como o do esoterismo e da espiritualidade entram na nossa vida como algo natural e como consequência por termos adquirido um equilíbrio e harmonia interior.

A vida e a morte são aceites e como sendo um complemento da outra.

O valor da nossa existência passa a ter outro sentido.

Ficamos atentos aos sinais, do corpo e da mente, e vamos ao encontro do equilíbrio de forma serena, sábia e intuitiva. Deixamo-nos conduzir e confiamos nas forças que mesmo sem serem vistas, sentem-se.

 

Quando este canal está em desarmonia as pessoas mostram-se alienadas do mundo e da sua essência. Pessoas que vivem numa incerteza e ausentes de sentido, o que as impede de usarem e desenvolverem as suas capacidades e até de simplesmente sentirem. Longe de qualquer tipo de espiritualidade e apegadas a tudo o que é material.

 

 

Confesso que quando no curso abordei este chakra senti tudo demasiado abstrato e a minha mente teve muita dificuldade em entender alguns conceitos.

Mais tarde realizei uma profunda análise da minha vida desde a nascença. Esmiucei os últimos anos. Analisei muitos pormenores. As emoções, as reações, as consequências. O que aprendi e o que ainda tendo consciência volto a repetir.

Claramente não atingi a plenitude que está inerente ao chakra da coroa. Não tenho o desprendimento, o desapego, a confiança, o conhecimento interior e exterior, a elevação espiritual, a paz absoluta. Mas fiz uma viagem ao interior de mim mesma. Vi-me como nunca o pensei fazer. Iniciei um processo que pode ser chamado de auto-cura mas da minha perspetiva, é mais de auto-análise e auto-conhecimento. Estou realmente atenta aos sintomas e não os ignoro. Ao analisá-los estou a resolvê-los. O meu corpo reflete o que a minha alma sente. E isto, só por si, vale por todos os cursos que possa fazer, por todo o estudo que possa levar a cabo, por todos os caminhos que possa iniciar.

 

Muito antes de iniciar este percurso transformador tive uma enorme necessidade em sentir algo superior a mim, em obter respostas ou que algo me mostrasse um caminho que não estava a conseguir encontrar. Recordo como numa consulta de psicanálise expus a minha total ausência de fé como causa para as questões existenciais que estava a passar. Nessa altura tive necessidade de acreditar, de ter fé, de sentir que algo era mais poderoso do que conhecia até então, de sentir mais do que o que via. Sem saber, já em 2016 tinha começado um novo caminho mas só durante este curso é que consegui que a minha mente desse “nomes” ao que, por não conhecer, afastava.

 

Libertar. Viver. Sentir. Confrontar. Verbalizar.

 

Gratidão,

moXo

 

280418

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