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moXo

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

moXo

28
Set18

Amores: matéria, apego e desapego

moXo

A vida é composta por amor.

Tudo gira à volta deste sentimento tão vasto e tão forte.

De uma forma ou de outra somos criados no amor, vivemos para o amor e passamos a vida a procura dele.

Seja por nós ou pelos outros, quer seja pela natureza ou pelo universo.

 

Sinto profundamente que estou numa sociedade composta por dois grandes extremos.

O dos que já perceberem a urgência em ouvir a sua essência; e o dos que andam perdidos e em constante desequilíbrio e nem se apercebem disso.

 

Vivemos num mundo de amor à matéria.

Se pararmos para observar tudo ao nosso redor se move quer seja pelo medo, sexo, ego ou poder.

Mais e melhor. Mais dinheiro. Mais reconhecimento. Superficialidade.

O Ego a mostrar a sua força.

 

Estamos apegados a tudo. Amamos o próprio apego. Viciados e cegos.

Não percebemos que o que é melhor para mim pode não ser para o próximo.

Que amor é saber receber sem cobrar, dar e também libertar.

 

Até que nos apercebemos que para o equilíbrio e harmonia nada importa a não ser o foco no amor-próprio. Em perceber que para estar bem e para atingir a tão falada felicidade pouco mais importa do que dar voz à essência de cada um. Aceitar que preciso de me amar e permitir-me amar sem pressas ou crenças limitadores, trará contentamento e liberdade. Desapego. Aquietar. Respirar. Respeitar. Cuidarmo-nos. Dar o real valor às coisas, às pessoas, a nós mesmos.

 

Gratidão,

moXo

 

200318

25
Set18

A porta da felicidade

moXo

Nunca fui de acreditar em vidas passadas, reencarnação, almas gémeas, espíritos ou anjos.

Mas também nunca tinha passado pelo que passei, nunca me tinha sentido perdida e com tanta necessidade de respostas. Nunca tinha sentido esta urgência em me libertar e permitir que outra informação, energia, força, conhecimento chegassem até mim.

A Porta da Felicidade.jpg

A minha grande amiga V. falou-me neste livro e assim comecei outra viagem.

A Porta da Felicidade, livro de Denise Linn.

De coração aberto li e empenhei-me em não deixar que as minhas crenças limitadoras me impedissem de assimilar o que estava a chegar até mim.

 

Hoje afirmo que tudo aquilo que sou é produto da construção feita ao longo de toda a vida, do ambiente que vivo, das pessoas que me são próximas. Mas e se essa influência vier mais de trás…de quando era outra pessoa, numa outra vida. E se o facto de estar aqui e agora não é mais do que a oportunidade de fazer ou resolver o que ficou lá atrás, nas outras vidas, por ultrapassar ou aprender. E se bloqueios, fobias, sentimentos que não consigo compreender não são mais do que laços que ficaram das minhas vidas passadas?

 

Aceitar este dado como real e verdadeiro pode ser assustador e confuso, mas não é mais do que todo o processo que já iniciei e pelo qual tenho vindo a viver.

Assumo que por vezes dou por mim a pensar: quem sou eu, o que é que fiz ou disse, como lidar com isto, com esta pessoa, com estes sentimentos e pensamentos? Descobrir esta nova pessoa tem sido assustador, com muitos avanços e recuos. Acredito que um processo de tentativa de regressão e descoberta de vidas passadas também possa ser similar…perturbador e difícil.

 

Existem alguns excertos deste livro que vou ter de partilhar. Revi-me totalmente. Espelho do que acredito e sinto. Não porque me recordei de uma vida passada, mas porque cada vez mais me sinto mais desperta, mais sensível, mais atenta, mais interessada no crescimento pessoal. Porque não sendo este o caminho que comecei, pode e faz parte do chão que vou percorrer. Porque já percebi e aceitei que sendo uma viagem difícil e dolorosa, é algo que tenho de fazer e já não há como negar esta evidência.

 

(…) ”Em vez de travar ou de suprimir estas emoções, opte por senti-las – quando o faz o medo dissipa-se.”

“Aquilo a que você resiste, persiste. Quando resistimos a uma emoção, na verdade, torna-se mais difícil libertarmo-nos dela. Aquilo que reprimimos fica connosco vida após vida e cria bloqueios, pelo que é vital enfrentarmos os nossos sentimentos. Todavia, há uma diferença entre dramatiza-los e vivenciá-los.”

(…) “Dramatizar as nossas emoções pode por vezes afastar-nos delas.”

(…) “Quando se distancia de uma situação, você consegue observá-la de uma perspetiva mais lata e objectiva.”

(…) “Quando a sua convicção limitadora é alterada, a sua vida muda.”

 

(…) “enquanto passa pelo processo, pode ser um percurso duro e atribulado. Partilhe as suas dificuldades com alguém que gosta de si ou procure ajuda profissional (…) sabendo que aquilo que o espera vale mesmo a pena.”

 

Gratidão,

moXo

 

190318

20
Set18

Desilusão da Ilusão

moXo

Ilusão: Engano dos sentidos ou pensamento.

 

Desilusão: Deixar de possuir as ilusões. Perder as esperanças colocadas em algo ou alguém. Parar de acreditar.

 

Andamos iludidos, perdidos no Mundo em que vivemos. Iludidos pelo Ego e por tudo o que é material e superficial. Esquecemo-nos de simplesmente Ser e Estar.

Não damos a devida importância à beleza interior, ao amor por nós mesmos e por quem nos rodeia, ao equilíbrio, à harmonia. Não nos empenhamos na evolução pessoal e espiritual mas sim na ascensão de algo que só nos traz o conforto imediato, a ânsia incessante por mais e mais… e deixamos diariamente o ego vencer.

A ilusão em que vivemos conduz-nos inevitavelmente à desilusão.

Desilusão que traz dor, ansiedade, dúvidas, sentimentos profundos de injustiça e mágoa. A mesma desilusão também nos conduz a uma nova visão. Permite ver o que anteriormente estava encoberto. A vermos as coisas como elas são. A desenvolver a consciência.

Desiludir para emergir.

Desilusão como veículo para o despertar.

 

A partir daqui é possível construir tudo. Descobrir ou re-descobrir a verdade.

Mas a verdade choca e o cérebro combate e resiste.

Importa nesse momento perceber onde o ego entra, o que o ativou e porque se defende.

O que lá fora nos espera não é mais do que um espelho amplificador do que nós somos, do que sentimos, da forma como vemos o todo que nos rodeia.

 

Na procura da verdade somos muitas vezes influenciados e manipulados.

Há que diferenciar as vibrações, as intenções.

Ser o meu próprio guia, ouvir-me, acreditar em mim.

 

Gratidão,

moXo

 

180318-2

18
Set18

Sensações

moXo

Sensação crescente de desconforto ao longo do dia.

Talvez por fazer algo só porque fica bem, só porque é suposto eu fazer, não querer magoar quem me é próximo, não querer criar mal entendidos. Ouço comentários que não gosto. Desvalorizo mas magoa.

Há um desconforto geral, aperto, ansiedade, inquietação. Aumenta, cresce e sinto-me agitada.

 

Talvez pelo dia de hoje ou talvez por toda uma semana laboral em que me senti injustiçada, incompreendida, pequena, insignificante, sem relevância. Não criei conflitos, não confrontei. Fico calada, pensativa e a processar tudo o que se passa há minha volta e que não controlo, não consigo mudar. Não me compete. Não tenho voz.

Sou atingida por uma onda. A energia acumulada arrasta-me e sinto-me sem forças. Irritada, triste, angustiada.

 

Paro e reflito. Sei que tenho de compreender para me curar. Interpretar o que sinto e o que isso me faz.

Tenho de usar o que já aprendi para me equilibrar e reverter. Trabalhar em mim.

Só eu o posso fazer.

 

Uso as ferramentas de auto ajuda e relembro o caminho longo que iniciei desde 2016.

Relembro o que faço diariamente para mim; o que já fiz; exercícios dos cursos que frequentei e frequento, técnicas de respiração e meditação; livros, revistascuidar-me.

 

Uma vez mais percebo que comecei um trabalho que nunca irá acabar.

Respiro, sinto, foco-me em mim. Falo e liberto.

 

Gratidão,

moXo

 

180318

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