Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

moXo

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

Ave noturna, misteriosa e inteligente. O Mocho simboliza Reflexão, busca pelo conhecimento racional e intuitivo, Sabedoria.

moXo

30
Abr18

Diagnóstico

moXo

O que leva um médico numa consulta de urgência de Clínica geral a prescrever medicação para uma depressão?

Como chegou a este disgnóstico?

Com base numa conversa de 10/15 minutos onde o paciente chora sem controlo, mostra que está cansado, que não tem energia, revela sintomas há vários meses de gastros, infeções várias…desvalorização profissional que sente, de relações pessoais frustradas, de altos e baixos emocionais?

Diagnóstico suportado por sintomas na sua maioria só falados e não comprovados. Sintomas da vida. Sinais de experiências dolorosas e difíceis.

 

Acredito que o médico deu o seu melhor. Pretendeu ajudar e acalmar-me. Limitar-se a determinar medicação, a dizer que uns dias de descanso me farão sentir melhor não resolve absolutamente nada. Não ajuda. Não pode ser o melhor.

 

Fiz a medicação certinha até me aperceber que não há sintomas físicos a curar quando o interior não é tratado e cuidado. Quando evito parar, observar e sentir. Descobrir.

A medicação não me leva à solução mas sim a tapar e a esconder. Alivia o corpo mas a alma continua doente.

 

Assumo a responsabilidade e poucos meses passados e com acompanhamento reduzo gradualmente os medicamentos até parar por completo. Não passaram mais de 6 ou 7 meses desde o início e sei que foi o mais correto.

 

Não há comprimido mágico que me dê um propósito. Não há tratamento que leve a conhecer-me. A minha verdadeira essência. Qualquer comprimido leva a uma névoa. Impossibilita a busca pelo auto conhecimento.

Não é fácil. Há um processo longo e doloroso com avanços e recuos. Esta é a única forma. Caso contrário o comboio irá, mais cedo ou mais tarde, voltar a descarrilar.

 

Ser feliz todos querem ser. Crescer e evoluir só alguns conseguem.

 

Gratidão,

moXo

 

0217/0817

27
Abr18

O tempo passa e não volta

moXo

Ao longo da minha vida laboral apercebi-me que tinha que melhorar a forma como reagia quando me sentia enfrentada, posta em causa, numa situação de stress ou nervosismo maior. Sempre tentei e admito que por vezes ainda o faço, ter tudo organizado, esquematizado, controlado. Sempre que sentia que tudo me fugia das mãos ficava agitada e sufocada.

Mas o fato é que o trabalho nunca acaba. Nunca consigo fazer tudo. Quer fique mais tempo ou saia a horas o trabalho está lá sempre. Para o chefe tanto lhe faz que me esforce muito ou pouco desde que o trabalho apareça feito. Tanto lhe faz se em vez de estar com a família, de poder descansar mais, de poder tratar da casa, estiver a trabalhar. É sempre opção minha.

Aceitar que não controlo. Aceitar que nunca vai acabar ou mudar. Perceber como as coisas funcionam e parar de interrogar-me porque não é diferente. Compreender e aceitar.

 

Hoje apercebo-me que após um longo processo de análise mantenho muito mais o foco na concentração do momento e do agora. No silêncio. Aprendo e evoluo com os meus erros, com o que não me faz bem, com o que não é meu, com o que controlo.

Faço o que posso, como posso.

Vivo de forma mais desprendida em relação às minhas tarefas laborais e responsabilidades. Porque o tempo passa e não volta e o trabalho não é o importante da vida.

 

Podia mudar e fazer outra coisa qualquer? Sim. Mas admito que a minha profissão me permite ter o que tenho e, no momento e no agora, não quero diferente.

Fazer o que não se gosta também é luz desde que seja feito em consciência. Fazer sempre com rigor e responsabilidade. Ser sempre a melhor. Ter um desempenho irrepreensível.

 

Eu sou mais e melhor. Eu procuro harmonia. Eu vejo soluções.

Invisto no que me torna diferente e única.

 

Gratidão,

moXo

 

280817

26
Abr18

Óbvio

moXo

Leio um livro que me intriga. Empolgante e esclarecedor…faz-me pensar no comportamento humano.

No meu próprio comportamento e decisões tomadas ao longo da vida.

 

O óbvio que ignoramos, de Jacob Pétry

O obvio que ignoramos JP.png

No que sou especial e única? O que me dá paixão, frio na barriga, nervosismo? Que talento natural ou força maior vem de dentro de mim? Que combustível fervilha em mim?

Questões que surgem ao longo do livro e que vale a pena refletir nelas.

 

Andamos muitas vezes perdidos em nós. No que nos foi incutido, ensinado como o certo, os passos a seguir, a norma a cumprir. Mas e se o que andamos a fazer é enganar-nos? Não sermos nós próprios. A nossa essência. Aquilo que cá viemos para ser ou fazer. Ser genuíno não para com os outros mas connosco mesmo? Qual a minha aptidão ou impulso natural?

Precisamos aceitar o óbvio. O que somos ou não.

 

Todos temos um talento. Único e especial. Identificá-lo, desenvolver, expandir e viver com essa certeza e aceitação.

Ter um foco, um propósito, um objetivo, um caminho.

É errado vivermos mediocremente.

Quais os pontos fortes e aceitá-los e quais os pontos fracos e aprender a lidar com eles. Autoconhecimento leva a que eu seja singular. A que conheça o meu valor. A perceber as minhas aptidões e convicções. Eu sou elas.

 

És resultado das tuas crenças, se não tás bem analisa-as, modifica e transforma-te.

Não percas tempo com o que não controlas, com o que não interessa.

Não ignores o óbvio.

 

Gratidão,

moXo

 

0717

24
Abr18

Bulas e Medicamentos

moXo

Bula é o nome se dá ao conjunto de informações sobre um medicamento que obrigatoriamente os laboratórios farmacêuticos devem acrescentar à embalagem de seus produtos.

Medicamentos são os produtos prescritos pelos médicos a quem confiamos a nossa saúde e esperamos que nos ajudem.

Reações adversas tratam-se dos efeitos colaterais possíveis ou esperados do medicamento.

 

A primeira medicação foi prescrita para atenuar os sintomas frequentes de náuseas e enjoos e repetidas gastroenterites. Na procura de respostas e soluções aceitei. Confiei. Deixei para o médico a decisão.

 

Tremores frequentes, nas pernas, nos olhos, em todo o corpo. Agitação. Aperto no peito. Nervosismo sem motivo aparente. Inquietude. Dificuldade em dormir ou dormir demais. Pensamentos negativos e de aparente fobia que até então nunca tinha sentido.

No desenrolar de sintomas cada vez mais limites e estranhos interroguei-me: O que estava a fazer de novo ou diferente?

Descubro duas palavras que revelaram o que se passava: reações extrapiramidais, cujos sintomas são semelhantes a uma crise de pânico. Nunca tinha vivido. Já tinha ouvido falar. Aos Outros. Nunca a mim.

 

Ou porque já cá estava e nunca me tinha permitido sentir. Ou foi de fato só reação ao medicamento. Ou, ou…

Despoletou em mim sintomas que não entendia.

Na tentativa de curar o corpo físico apercebo-me do quanto a alma está doente.

As emoções e vivências já cá estavam. Tudo emergiu e ficou mais real e emotivo.

E foi quando a minha viagem de fato começou.

Perceber os sintomas. Não se trata de os curar, tapar com um comprimido de magia. Perceber o que me levou a eles.

Desencadeou em mim a vontade de aprender e conhecer. Saber quem eu Sou.

Psicologia, Homeopatia, Florais de Bach, Crise Existencial, Clínica geral, Depressão. Procurei saber mais…tentei, experimentei, aceitei, interroguei…não parei e não paro.

Quem procura acha!

 

Gratidão,

moXo

 

0816/0817

Pág. 1/5

Mais sobre moXo

foto do autor

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.